
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. O uso de medicamentos para emagrecimento deve ser feito somente com prescrição e acompanhamento médico. A automedicação pode causar efeitos adversos e riscos à saúde.
O uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico cresceu tanto que a Anvisa precisou endurecer as regras. Não estamos falando só o Mounjaro, mas todas as canetas emagrecedoras ganharam popularidade por ajudarem na perda de peso gerando um aumento considerável do uso indevido.
Por isso, desde junho de 2025, medicamentos como semaglutida, liraglutida e tirzepatida passaram a ter controle mais rigoroso, com modelo próximo ao de medicamentos controlados.
O que mudou nas regras da Anvisa para canetas emagrecedoras
Se antes já era necessário ter prescrição, agora o controle ficou muito mais rigoroso e rastreável.
—> Desde junho de 2025, as exigências são: receita em duas vias, sendo uma retida na farmácia; validade de 90 dias para a prescrição; possibilidade de compra para até 3 meses de tratamento; e registro obrigatório da venda no sistema da Anvisa.
Esse controle maior não surgiu por acaso. Entre 2022 e 2024, houve aumento expressivo nas notificações de efeitos adversos relacionados a esses medicamentos, muitos ligados ao uso sem prescrição ou sem acompanhamento adequado. Os problemas mais relatados incluem pancreatite aguda, desidratação severa, obstrução intestinal e lesão renal aguda.
Dados da própria Anvisa indicam que uma parcela relevante do consumo foi feita por pessoas sem diagnóstico de obesidade ou diabetes, reforçando o uso fora das indicações clínicas.
Para quem o uso é indicado
Nem todas as pessoas que desejam emagrecer têm indicação para iniciar esse tipo de tratamento. Os medicamentos como o Mounjaro são aprovados pela Anvisa para o tratamento do diabetes tipo 2 e, no caso da obesidade, seguem critérios clínicos bem definidos.
De forma geral, a indicação ocorre para pessoas com IMC igual ou superior a 30, ou a partir de 27 quando há presença de comorbidades associadas, como hipertensão, dislipidemia ou pré-diabetes. O Wegovy segue critérios semelhantes de elegibilidade.
Esses parâmetros não são arbitrários: eles ajudam a identificar quando o risco metabólico da obesidade já é suficiente para justificar o uso de medicação como parte de uma abordagem médica estruturada, sempre associada a mudanças de estilo de vida e acompanhamento profissional.
Quem pode prescrever canetas emagrecedoras
Médicos são os principais prescritores. Na prática, endocrinologistas, clínicos gerais com experiência em obesidade e médicos de família são quem mais conduz esse tratamento.
Desde outubro de 2025, cirurgiões-dentistas também passaram a ter autorização legal para prescrever o Mounjaro, mas exclusivamente dentro dos limites da Odontologia: para pacientes com diagnóstico de apneia obstrutiva do sono associada à obesidade, desde que o profissional tenha capacitação em odontologia do sono. O CFO reforçou que a liberação exige responsabilidade e acompanhamento multidisciplinar.
Quer entender melhor esse tema? Leia mais aqui:

Qual receita é exigida para comprar Mounjaro
Para comprar Mounjaro, Ozempic, Wegovy ou Saxenda é exigida receita médica em duas vias. Essa receita precisa conter nome completo do paciente, nome do medicamento com dose e quantidade, e assinatura com CRM do médico.
Ela pode ser física ou digital com validação oficial (QR code). Não é permitido incluir esses medicamentos na mesma receita que psicotrópicos, pois o controle e a retenção seguem regras diferentes.
Efeitos colaterais: por que o risco aumenta sem acompanhamento
Os efeitos mais comuns incluem náusea, diarreia, constipação, estufamento, azia e dor abdominal. Em geral são leves e temporários, mas a intensidade varia conforme a dose e a resposta individual.
O médico é quem define a progressão da dose, monitora sintomas e orienta ajustes. Sem esse acompanhamento, o risco de complicações mais sérias aumenta.
O que acontece quando o tratamento é interrompido
O estudo SURMOUNT-4 mostrou que pacientes que continuaram o uso perderam até 25% do peso corporal, enquanto aqueles que interromperam recuperaram cerca de 14%. Isso acontece porque a obesidade é uma doença crônica. O medicamento ajuda a controlar, mas não resolve sozinho.
Por isso é essencial pensar no tratamento como um processo contínuo, com acompanhamento e estratégia de longo prazo definidos com o médico.
Conclusão: automedicação não é atalho, é risco
Pode parecer tentador buscar resultados rápidos, mas quando se trata de canetas emagrecedoras, pular etapas cobra um preço alto.
Medicamentos como Mounjaro, Ozempic e Wegovy são ferramentas eficazes, mas só funcionam com segurança quando há prescrição e acompanhamento médico.
As novas regras da Anvisa existem para proteger o paciente e garantir que o tratamento seja feito da forma correta.
Se você está considerando esse tipo de tratamento, o melhor caminho continua sendo o mais seguro: conversar com um médico.
O que lembrar
- Desde junho de 2025, Mounjaro, Wegovy, Ozempic e Saxenda exigem receita médica em duas vias com retenção na farmácia, validade de 90 dias e registro da venda no sistema da Anvisa.
- A mudança foi uma resposta ao aumento de uso indiscriminado e de efeitos adversos.
- Quem pode prescrever são médicos após avaliação clínica que considera IMC, histórico de saúde e exames; e em alguns casos dentistas-cirurgiões.
- O acompanhamento médico não é burocracia: é o que garante que o tratamento seja seguro e entregue os resultados esperados.
Para saber se há indicação de algum tratamento para emagrecer, a Voy Saúde disponibiliza acesso a médicos para uma avaliação online no site www.voysaude.com.





